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"Libertária" 002 a caminho

por Flávio Gonçalves, em 19.10.19

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Quase me esquecia de fazer um aviso à navegação: já se encontra na gráfica o segundo número da revista Libertária, caso estejam completamente à nora quanto ao que é podem espreitar o primeiro número gratuitamente aqui e dar uma vista de olhos à página oficial, mas resumo já de modo extremamente simples: é uma revista cujo público alvo são os militantes, simpatizantes e eleitores do Partido Socialista. O projecto foi inicialmente registado em 2015, contudo o primeiro número só viu a luz do dia em 2018 e por muito pouco quase chegava só em 2019, uma vez que as permissões para publicar alguns dos textos oriundos do estrangeiro já tinham caducado, o preço a pagar por uma publicação que surge única e exclusivamente graças a trabalho voluntário da paginação até à revisão final, passando pela tradução e colaboração escrita.

Para o terceiro número iremos rever o Estatuto Editorial no que toca à referência ao libertarianismo e ao liberalismo clássico, mais não seja porque não queremos de todo que a nossa humilde publicação de esquerda socialista democrática seja confundida com a loucura desumana e reaccionária dos liberais da direita libertariana cá surgida que já usurpou o termo libertário nos EUA e Brasil, nem com a revista de "esquerda liberal e democrática, com abertura à direita mais liberal e democrática" que o ex-eurodeputado Francisco Assis se prepara para lançar em 2020 e que certamente fará as delícias da ala liberal e de direita do PS.

No terceiro número, algures em 2020, iremos encerrar o ciclo dedicado aos fundadores do SPD, centrando o foco na Sociedade Fabiana e nos pais fundadores do socialismo libertário. Algumas secções tanto do PS como da JS já nos fizeram chegar a sua abertura para que apresentemos a revista nas suas sedes, 2020 será um ano extremamente intenso para as bases socialistas que, depois de tantos anos sem nada doutrinário e ideológico que ler após a extinção da revista Ops! de Manuel Alegre, terão não só a Libertária como a revista ainda sem título de Francisco Assis à escolha, e muitas mais surjam, pois sem acordo firmado à esquerda e com uma direita aguerrida e rejuvenescida na Assembleia da República os próximos anos serão de intenso combate ideológico.

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Pequena nota sobre lipidofobia e modelos plus size

por Flávio Gonçalves, em 18.10.19

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Aviso à navegação, uma versão deste postal foi primeiro publicado como comentário ao óptimo Corpo Saudável x Plus Size no blogue Língua Afiada, sugiro que leiam primeiro o texto da Psicogata antes deste meu desabafo, que dado o tamanho e conteúdo achei merecer local próprio.

A maior parte das marcas tem vindo a reduzir progressivamente os tamanhos, um XL hoje tem praticamente menos 20cm do que tinha há uma década, na mesma marca. Não sei se por imposição estética ou se por terem migrado as suas fábricas para a China e para a Índia onde os números são bem mais pequenos. Não é irónico que tantas marcas invistam em modelos plus size, mas quando vamos às suas lojas não encontramos qualquer roupa para gordos e os tamanhos que existem na realidade equivalem a S e M embora tenham L, XL e etc. na etiqueta?

Em 2014 cheguei aos 154kg, em 4 meses de dieta louca cheguei aos 127kg seguindo-se vários problemas de saúde que ultrapassei finalmente, embora nos últimos meses tenha atingido os 135kg depois de entre 2015 e 2019 ter estabilizado nos 130kg, mesmo com caminhadas diárias de 5km em média, e alguns dias chegando a fazer 10km, ter comprado uma bicicleta, experimentado ginásio, e outros planos falhados.

Agora a pergunta costumeira: em 2014 emagreci por questões de saúde? Não, claro que não, foi mesmo de frustração e ódio por não conseguir comprar roupa em lado nenhum salvo no El Corte Inglés ou, de péssima qualidade de ano para ano, na Decathlon. Foi mera questão estética, prática e económica.

Ao longo dos anos já abordei nas minhas crónicas várias vezes a questão da lipidofobia como "último racismo", inicialmente por mera piada, mas calhar devia criar um movimento qualquer [LOL] e, por experiência, sei que numa semana sem glúten e doces emagreço em média entre 3kg a 5kg, em 2015 tive alguns AIT (ironicamente, depois de ter emagrecido 27kg), algo que também tinha ocorrido em 2009, mas como digo sempre: comer é o único prazer que tenho na vida (o que não é bem verdade, pois a este segue-se logo a política, os livros e o punk rock), mas com os check ups em dia não há quaisquer indícios de diabetes, hipertensão ou apneia, logo hoje vou comer uma das melhores costoletas de Lisboa (1kg em média por porção) com dois amigos que não vejo há muito, um ex-obeso e outro a caminho da obesidade.

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Ainda sobre a delicadeza dos links

por Flávio Gonçalves, em 17.10.19

Quando lancei o semi-paralizado Livros à Mesa, escrevi o seguinte:

"Ainda sou do tempo em que a blogosfera era vibrante, com direito a programa de televisão e criação de blogues em jornais e revistas do mainstream. Nesses tempos a construção dos links de um blogue era algo de revelador, com base nas ligações ficávamos logo cientes se estávamos numa casa mais à esquerda ou mais à direita. Hoje comecei a construir a secção de links aqui pelo blogue, e tenho a dizer-vos que o panorama não é dos melhores... pelo que irei incluir aqui blogues activos e interessantes, separados em duas categorias: os que tratam de livros e os que tratam de tudo o resto. Tenho a dizer que a maior parte dos que conhecia dos meus tempos áureos na blogosfera já não existem, pelo que a inclusão será ao ritmo que eu os for descobrindo Sapo fora..."

Já passou algum tempo e desde então notei que a maior parte dos novos blogues nem secção de links possuem, o que antes era o barómetro para saber se estávamos numa casa mais à esquerda ou mais à direita e um meio de divulgação comunitário tornou-se num arquipélagos de ilhas que se estão nas tintas umas para as outras, alguns nem permitem comentários, algo que dista bem da blogosfera animada dos anos 2000. Não há polémica, não há debate e a não ser que se invista em publicidade online, o mais provável é que ninguém note quando nasce ou morre um blogue, embora no Sapo tal ainda se consiga colmatar graças ao portal comunitário gerido pela própria plataforma, no Wordpress, Blogger e quejandos ao criarmos um blogue estamos, efectivamente, a fundar a nossa própria ilha ou ilhéu.

 

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A vida em vão

por Flávio Gonçalves, em 17.10.19

"A parte pior de ter uma doença mental, é as pessoas esperarem que ajamos como se não a tivéssemos" foi das frases mais profundas que me ficou quando assisti a Joker (fui duas vezes, encontram a resenha aqui). Mal a li (aparece escrita no diário do futuro Joker) lembrei-me logo de Daniel Johnston, artista que só não conheceu o estrelato dadas as limitações das suas doenças mentais (depois lembrei-me de meia dúzia de namoradas, mas para já não é relevante) e o péssimo ranking de Portugal niste aspecto. Já imaginaram o quotidiano de pessoas que vivem em combate constante com o seu próprio cérebro? O desgastante que deve ser, ainda mais tentando manter sempre uma aura de normalidade para evitar a rejeição de amigos, colegas e até mesmo familiares? É a principal doença causada pelo capitalismo dado agravar-se sempre que aumentam as desigualdades de rendimentos e atenuar quando estas se reduzem, seria caso para dizer que desde o final da Guerra Fria os trabalhadores trocaram a esperança na revolução socialista por um sem fim de ansiolíticos e consultas em psicologia e psiquiatria, isto os que as conseguem pagar. Fico-me por aqui com esta bela melodia de Daniel Johnston, antes que o postal se torne excessivamente realista e depressivo para a blogosfera.

 

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Trump, o César

por Flávio Gonçalves, em 17.10.19

Não me surpreendeu sobremaneira que Trump tenha dito que os EUA e Itália partilham um legado cultural "desde os tempos da Antiga Roma", para ser sincero até foi agradável ver um presidente americano assumir pela primeira vez tão frontalmente o papel imperial que os Estados Unidos ocupam no mundo há décadas já. Toda a estética da Casa Branca, passando pelos brasões oficiais e edifícios em Washington, foi pensada para evocar a memória do Império Romano. Que a constatação deste facto seja motivo de risota mundial, deve-se mais à forma do César que a profere do que ao conteúdo da mensagem. 

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Dois livros no centenário d"A Batalha"

por Flávio Gonçalves, em 14.10.19

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Desde dia 9 de Outubro que está patente uma exposição na Biblioteca Nacional até 31 de Dezembro dedicada ao jornal "A Batalha", que já foi diário, semanário, mensário e, se não estou em erro dado que a minha assinatura caducou faz anos desde que me trasladei de Benfica para a Amadora, é agora uma publicação bimestral com grafismo e redacção renovados. Mas como nem só de jornais e exposições vivem os libertários, na data foi também lançada a obra "Surgindo vem ao longe a Nova Aurora…" de Jacinto Baptista (Letra Livre, 2019) com apresentação de António Ventura.

No dia 12 de Novembro há novo lançamento no Auditório da Biblioteca Nacional, desta vez "Quatro Itinerários Anarquistas: Botelho, Quintal, Santana e Aquino" de João Freire, editado pelo próprio A Batalha, autor que ando para entrevistar desde o lançamento de "Um Projecto Libertário, Sereno e Racional" (Colibri, 2018).

No final da minha rebelde juventude ainda passei algumas tardes na redacção d'A Batalha, no Centro de Estudos Libertários nos Olivais, até à minha rendição e compreensão da inevitabilidade do sistema actual e filiação num dos partidos "grandes", sendo actualmente e com extremo orgulho autarca e dirigente local do mesmo (embora seja notório no título do blogue e também na revista que edito que algo ficou).

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Espanha vs Catalunha

por Flávio Gonçalves, em 14.10.19

Vivendo na Europa e em democracia no século XXI, temos tendência a julgar que já não existem presos políticos nem lutas pela emancipação... e depois o Supremo Tribunal de Espanha condena a 12 e 13 anos de prisão políticos catalães por organizarem um referendo... Pessoalmente, se algum dia for condenado por motivos políticos espero que seja também sob a acusação de "rebelião", tem uma carga extremamente romântica. Aos mais distraídos: a acusação de utilização abusiva de fundos públicos deve-se ao facto de, como ocorre com qualquer plebiscito, terem sido utilizados fundos públicos para pagar os custos do referendo (os papelitos, as urnas, etc.).

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Adivinhem quem vem cá em Novembro

por Flávio Gonçalves, em 14.10.19

 

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Apontamento sobre os "liberais"

por Flávio Gonçalves, em 14.10.19

A soberba, a arrogância e o desprezo que leio nos comentários nas redes sociais oficiais por parte dos militantes do Iniciativa Liberal fazem-me sentir algo que há muito não sentia em política: um sentido de urgência, sensação de perigo e até algum ódio... não são ignorantes, são mesmo maléficos!!! Importaram para Portugal o pior léxico do analfabetismo político brasileiro e estadunidense, deturpam - quando não falsificam mesmo - as ideologias opostas e apresentam como positivo tudo o que de pior tem o sistema capitalista, aviltando como más todas as salvaguardas e mecanismos de defesa que os trabalhadores conseguiram conquistar ao longo dos séculos. Assustam-me mais estes da direita radical e neoliberal do que o Chega ou o PNR, pois estes têm potencial para destruir a vida a milhões de incautos.

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Fui ver o "Joker"

por Flávio Gonçalves, em 13.10.19

Caso tenham interesse em dar uma vista de olhos à minha opinião, a mesma encontra-se aqui no Livros à Mesa. Sim, é verdade, com o blogue temático aqui concentro-me apenas em política e ideologia. Um tédio, não é?

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O Autor


Colaborador da edição portuguesa do Pravda.ru, tradutor, editor da Libertaria.pt, autarca e político a tempo parcial, socialista a tempo inteiro, membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono, activista do Conselho Português para a Paz e Cooperação, açoriano e muitas outras coisas. Escrevo sobre comida, livros, música e outras irrelevâncias culturais no Livros à Mesa. Encontram-me em língua inglesa no Autarkies. Endereço para envios promocionais (livros, revistas, zines, etc.): Flávio Gonçalves, Apartado 6019, EC Bairro Novo, 2701-801 Amadora

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