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O liberalismo é fascista?

por Flávio Gonçalves, em 17.11.19

Sei que se tornou vulgar apodar os inimigos do progresso e da civilização de "fascistas", mas não creio que Salazar ou Mussolini alguma vez abdicassem da escola pública nem da saúde pública como exclusivos do Estado, mais não fossem como ferramentas de controlo social... esta gente é pior!

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1 comentário

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Figueiredo a 18.11.2019

Em primeiro lugar não faz qualquer sentido hoje em dia falar em Liberalismo visto que essa ideologia extinguiu-se por completo na Década de 1930 do Século XX, altura em que os pouquíssimos e verdadeiros liberais foram perseguidos e muitos deles encarcerados e assassinados, por aqueles que se apelidavam de «liberais» mas que eram simplesmente uns oportunistas, tendo depois passado a defender o nacional-socialismo e o fascismo, chegando muita dessa gente a filiar-se nos partidos e movimentos políticos afectos a essas duas ideologias.

Em 1938 em Paris, é gerado o termo neoliberalismo, ideologia política e económica criada para substituir o nacional-socialismo e o fascismo caso esta frente política e militar viesse a perder a 2ª Guerra Mundial (1939 - 1945), o que efectivamente aconteceu com a vitória da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) nesse conflito.

Essa «gente» a que se refere, são neoliberais, e não liberais (nem tão pouco partilham dos ideais do Liberalismo), estão envolvidos com o poder financeiro e clerical sendo por eles controlados, apoiam o terrorismo, movimentos neo-nazis e neo-fascistas (o caso do golpe de estado na Ucrânia por exemplo), fazem parte de diversos partidos políticos desde a «direita», «centro», e «esquerda», são colocados em lugares chave de várias empresas e organismos públicos para sabotar o seu funcionamento, saquear os dinheiros públicos, e justificar a privatização dos mesmos.

E já que fez referência ao Ensino Público, o problema é muito simples, desde o 25 de Novembro de 1975 do Século XX até aos dias de hoje, não se efectuou o saneamento das professoras e professores que colaboraram com a ditadura do Estado Novo, e pior, fez-se a perseguição aos verdadeiros docentes democratas, com a agravante do facto desses colaboracionistas terem deixado pupilos e participado na formação de novos professores(as) desde essa data.

O maior perigo para Escola Pública em Portugal, são os próprios professores(as) e as empresas privadas/clericais ligadas ao negócio do ensino particular.

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O Autor


Colaborador da edição portuguesa do Pravda.ru, tradutor, editor da Libertaria.pt, autarca e político a tempo parcial, socialista a tempo inteiro, membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono, activista do Conselho Português para a Paz e Cooperação, açoriano e muitas outras coisas. Escrevo sobre comida, livros, música e outras irrelevâncias culturais no Livros à Mesa. Encontram-me em língua inglesa no Autarkies. Endereço para envios promocionais (livros, revistas, zines, etc.): Flávio Gonçalves, Apartado 6019, EC Bairro Novo, 2701-801 Amadora

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